quinta-feira, 18 de junho de 2009

O perfeccionismo é uma máscara e não uma meta

Por: Mark W. Baker

Eis como interpreto os ensinamentos de Jesus:

“Não nos sentimos mais amados porque somos perfeitos, desejamos ficar maduros porque nos sentimos amados”.

A inflexibilidade pode ser indicio de baixa auto-estima tanto quanto o comportamento rebelde que visa chamar atenção. O perfeccionismo é apenas uma maneira socialmente mais aceitável de lidar com a baixa valorização, queremos fazer o melhor apenas para que as pessoas nos valorizem.
Parecer perfeito nunca foi sinal de saúde mental, bem ao contrário. Ter coragem de ser imperfeito indica muito mais uma auto-estima saudável do que fingir ser impecável.
Ocasionalmente deparo com versículos na bíblia que me deixam perturbado, uma deles é este: “sede perfeitos, como o Pai celeste é perfeito”, esta frase dá a impressão de que Jesus estava estabelecendo para os seus discípulos um padrão ridiculamente alto que se não fosse alcançado poderia fazer com que eles se sentissem maus e inadequados. No decorrer dos séculos muitas pessoas confundiram o perfeccionismo moral com a retidão espiritual e definiram a espiritualidade em função do número de coisas das quais se abstinham, como fumar, beber e praguejar. Mas às vezes são exatamente as pessoas que se empenham em parecer perfeitas as mais culpadas de pecado. A palavra grega traduzida como “perfeito” é maduro, quando soube disso me senti muito melhor, sei que jamais serei perfeito, mas acredito que posso continuar a crescer. Ter maturidade significa reconhecer que vamos continuar falhando, mas seremos capazes de rever nossas ações e corrigi-las, fingir ser impecável é na verdade um sinal de imaturidade. Jesus não definiu a maturidade espiritual como ausência de imperfeições e sim como presença de força.

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